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Speedbird Aero abre Série B de US$ 30 mi para os EUA

4 min de leituraLucas Buzzo
Speedbird Aero abre Série B de US$ 30 mi para os EUA

A Speedbird Aero, startup brasileira de entrega por drone fundada em Franca (SP), abriu uma rodada Série B de US$ 30 milhões para acelerar sua expansão nos Estados Unidos e na Europa e consolidar a liderança que já conquistou no Brasil. O CEO Manoel Coelho confirmou as tratativas em reportagens publicadas em 10 e 14 de agosto de 2026, com fundos norte-americanos, europeus e brasileiros na mesa e fechamento previsto para o fim do ano.


Background

A Speedbird nasceu em 2018 no interior de São Paulo e hoje soma mais de 43.000 entregas comerciais desde 2020, operando com o iFood na Grande São Paulo e transportando exames para os laboratórios Fleury e Pardini. Fora do Brasil, a empresa mantém voos comerciais diários no Reino Unido, na Bélgica, em Portugal, na Itália, em Singapura e nos Estados Unidos — um histórico que ajuda a explicar por que investidores de três continentes já demonstraram interesse na nova rodada.

A captação também dá sequência a um ciclo recente de crescimento: em fevereiro de 2026 a empresa recebeu um aporte-ponte de US$ 5,8 milhões liderado pelo próprio iFood, e em março a ANAC autorizou o drone DLV-2 A25 a sobrevoar áreas com até 5.000 habitantes por km² sem exigir aprovação individual por rota — o marco regulatório que hoje sustenta a operação em escala na capital paulista.


Para onde vai o dinheiro

Segundo o CEO, ainda não há fundo líder definido: a empresa negocia simultaneamente com gestoras norte-americanas, europeias e brasileiras, e a expectativa é fechar o aporte até o fim de 2026. Os recursos devem financiar três frentes:

FrenteObjetivo
Expansão nos EUAEscalar operações comerciais já iniciadas no país
Crescimento na EuropaAmpliar presença em mercados como Reino Unido, Portugal e Itália
Consolidação no BrasilAprofundar parcerias como iFood, Fleury e Pardini sem grande estrutura própria de vendas

"A ideia sempre foi ser a Embraer dos drones: uma empresa brasileira gigante, presente no mundo todo", disse Coelho, segundo a Startups.com.br. O executivo também citou a receita crescente com parceiros como o iFood como vantagem: ela permite escalar sem montar uma estrutura pesada de vendas e marketing em cada novo mercado.


Por que investidores apostam no setor agora

O interesse por logística com drones cresce à medida que operadoras provam viabilidade comercial fora de projetos-piloto. A Speedbird projeta dobrar a receita no próximo ano, apoiada no framework BVLOS (Beyond Visual Line of Sight, voo além da linha de visada) que a ANAC passou a aceitar para autorizações urbanas em 2026. Esse mesmo modelo regulatório é hoje usado como referência por outras operadoras que buscam aprovação para entrega em áreas povoadas no país.

A companhia também aposta na diversificação de receita: além de comida, os drones da Speedbird já transportam amostras de exames médicos para clínicas parceiras, um uso que se soma a outras iniciativas de entrega de itens de saúde por drone ao redor do mundo, de sangue a vacinas.


O que muda para o piloto brasileiro

Uma rodada de US$ 30 milhões liderada por uma empresa brasileira sinaliza que o mercado de drone delivery deixou de ser experimental e virou negócio de escala — o que tende a abrir vagas técnicas e operacionais no país. A Speedbird já opera com equipe própria de pilotos remotos e técnicos de manutenção em Franca e na Grande São Paulo, e uma expansão internacional financiada normalmente exige mais gente capacitada em solo brasileiro antes de replicar a operação lá fora.

Para quem já pensa em carreira como piloto de drone no Brasil, o caso reforça que logística e BVLOS são hoje um dos segmentos mais aquecidos do setor — ao lado de agronegócio e segurança pública —, com empresas nacionais competindo por talento certificado pela ANAC para sustentar o crescimento.


Fontes: Startups.com.br | LRCA Defense Consulting