Brasil tem 190 mil drones no SISANT; ritmo desacelera

O Brasil tinha 190.063 drones com cadastro vigente no SISANT em 18 de outubro de 2026, segundo análise do arquivo aberto da ANAC publicada em 19/10 pelo analista de dados Irlen Menezes. O saldo é de 4.047 aeronaves a mais que em 20 de setembro, mas o ritmo de crescimento caiu cerca de 19%, e a DJI responde por 85,4% de toda a frota registrada.
O que mostram os números do SISANT
O SISANT é o sistema da ANAC em que o operador cadastra a aeronave não tripulada. Segundo o Observatório do Drone, que compara os dois arquivos mais recentes da ANAC pelo código de cada aeronave, o balanço entre 20/09 e 18/10 foi este:
| Indicador | 20/09/2026 | 18/10/2026 |
|---|---|---|
| Drones com cadastro vigente | 186.016 | 190.063 |
| Pessoas físicas | 143.135 | 146.324 |
| Pessoas jurídicas (CNPJ) | 42.881 | 43.739 |
| Aeronaves da DJI | 159.098 | 162.314 |
| Drones de até 250 g | 42.632 | 45.520 |
No período entraram 8.014 códigos novos (cerca de 286 por dia), houve 2.003 renovações e 3.968 saídas, a maioria por vencimento do prazo de 24 meses. O saldo líquido ficou em torno de 144 aeronaves por dia, contra 178 por dia no intervalo anterior (4 de agosto a 20 de setembro).
Para comparação, o PickDrones noticiou em setembro que a ANAC registrava 177 mil drones e, em março, que o país passava de 133 mil.
DJI domina, mas perde um pouco de espaço
A DJI soma 162.314 aeronaves, ou 85,4% da base. A fabricante respondeu por cerca de 84% das entradas do período, abaixo dos 90% da comparação anterior. A Xiaomi/FIMI aparece em segundo, com 4.712 drones.
Os modelos mais numerosos no SISANT são:
- DJI Mini 3: 19.824
- DJI Mini 4 Pro: 14.301
- DJI Mini 2: 9.718
- DJI Mini 5 Pro: 7.577 (+420 no período)
- DJI Neo 2: 7.186 (+535, o que mais cresceu)
O DJI Mini 5 Pro já é o quarto colocado, e o DJI Lito X1, com cerca de 249 g, subiu de 2.311 para 2.833 unidades, ainda fora do top 10. Os modelos Mini 3, Mini 4 Pro e Mini 2 lideram as saídas, porque os cadastros feitos em 2024 chegaram ao limite de 24 meses.
Desaceleração e o efeito dos drones leves
Os cadastros emitidos por mês (novos registros mais renovações) tiveram pico de 16.793 em julho, caíram para 12.562 em agosto e para 11.047 em setembro, cerca de 34% abaixo do máximo. Até 18 de outubro, foram 5.532.
Os drones de até 250 g respondem por 71% do crescimento líquido do período (+2.885) e já são 23,9% da base. Ainda assim, a velocidade de entrada nessa faixa caiu de 148 para 118 por dia, cerca de 20% menos.
Pelo uso declarado, 40,0% dos drones são recreativos. Fotografia e cinema somam 24,6%, pulverização agrícola 7,4% (13.989 aeronaves) e segurança pública e defesa civil 4,6% (8.693). Entre as empresas, São Paulo concentra 22,5% das sedes, seguido de Minas Gerais e Paraná.
O que muda para o piloto brasileiro
A fila de vencimentos é o ponto prático. Há 60.624 registros que expiram nos próximos 12 meses, com 3.920 só em novembro de 2026 e pico de 7.774 em setembro de 2027. O SISANT não envia lembretes, então quem cadastrou o drone em 2024 precisa conferir a validade e renovar para continuar voando dentro da regra.
Vale lembrar que a regulamentação de drones no Brasil passou por mudanças em 2026, com a ICA 100-40 do DECEA em vigor desde 1º de julho. Quem tem dúvida sobre prazo ou documentos pode seguir o passo a passo para registrar o drone na ANAC.
Uma ressalva: os números vêm de uma análise independente do arquivo público da ANAC e consideram só drones cadastrados. A frota real, com aeronaves não registradas, é maior.
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