Drone acha idosa de 95 anos perdida 24h em Caeté-MG

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) encontrou com vida, na noite de segunda-feira (17 de agosto de 2026), a idosa Jandira Macedo de Castro, de 95 anos, com Alzheimer, que estava desaparecida havia mais de 24 horas em uma área de mata em Caeté, na Grande Belo Horizonte. A busca combinou um drone equipado com câmera térmica e dois cães farejadores, um dos métodos mais usados hoje pelos bombeiros mineiros em casos de pessoas perdidas em mata fechada.
Como aconteceu a busca
Jandira desapareceu por volta do meio-dia de domingo (16 de agosto), perto do km 419 da BR-381, em Caeté, região metropolitana de Belo Horizonte. A família notou a ausência e acionou o Corpo de Bombeiros ainda naquela tarde. Duas equipes do 3º Batalhão de Bombeiros Militar mobilizaram uma varredura terrestre na mata ao redor do último ponto em que ela havia sido vista, mas a primeira noite de buscas terminou sem sucesso.
Na manhã de segunda-feira, os bombeiros retomaram a operação reforçando o efetivo com um drone equipado com câmera de imagem térmica e dois cães farejadores — um treinado para faro específico e outro para varredura geral da área. O drone sobrevoou trechos de mata fechada de difícil acesso a pé, ampliando a área de cobertura em muito menos tempo do que uma busca só terrestre permitiria. Jandira foi localizada na noite de segunda-feira relativamente perto do ponto onde desapareceu; o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para levá-la a atendimento médico. "Agradecemos a Deus que deu tudo certo nesse resgate", disse um familiar ao jornal O Tempo.
Por que o drone com câmera térmica virou padrão em buscas de mata
O CBMMG usa drones em operações de busca e salvamento desde 2019. Os equipamentos combinam câmeras de alta resolução com zoom óptico de até 57x e sensores térmicos (infravermelho), que detectam a diferença de temperatura entre uma pessoa e a vegetação ao redor — o que torna possível localizar alguém mesmo à noite ou sob copas de árvores densas, quando o olho humano ou uma câmera convencional não enxergariam nada.
Câmera térmica é o sensor que capta a radiação infravermelha emitida por corpos e converte essa diferença de temperatura em imagem visível, destacando uma pessoa como um ponto mais claro (ou mais quente) contra o fundo da mata. É essa tecnologia — a mesma usada em drones equipados com câmera térmica para inspeção e agronegócio — que permite às equipes de resgate cobrir hectares de vegetação em minutos, algo que levaria horas fazendo varredura a pé com uma equipe do mesmo tamanho.
A principal limitação segue sendo a autonomia: a maioria dos drones usados em buscas tem bateria que dura cerca de 15 minutos de voo efetivo por carga, o que obriga as equipes a alternar baterias e planejar rotas curtas e objetivas sobre a área de interesse.
O que muda para o piloto brasileiro
O caso de Caeté reforça uma tendência que já vinha crescendo nos corpos de bombeiros estaduais: o drone deixou de ser um equipamento experimental e passou a integrar o protocolo padrão de busca e salvamento ao lado de cães farejadores e equipes terrestres. Para o piloto de RPA brasileiro, isso abre uma frente de atuação além do agronegócio e da fotografia aérea — corporações de bombeiros e defesa civil vêm ampliando quadros de operadores treinados, muitas vezes recrutando entre pilotos civis com certificação e experiência em operações noturnas e em áreas de mata.
Voos de busca e salvamento conduzidos por órgãos públicos seguem as mesmas exigências de registro no SISANT da ANAC e, quando aplicável, de coordenação de espaço aéreo junto ao DECEA — mas nesse tipo de operação de emergência, a prioridade da equipe em campo é localizar a vítima primeiro e regularizar a documentação do voo em seguida. Quem quer se profissionalizar nessa área encontra no mercado de trabalho de RPA um caminho consolidado; veja o panorama completo em nosso guia de carreira para piloto de drone no Brasil.
FAQ
Fontes: O Tempo | Estado de Minas
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