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Antidrones no TSE: drone na Esplanada será derrubado

4 min de leituraLucas Buzzo
Antidrones no TSE: drone na Esplanada será derrubado

Equipamentos antidrones operados pela Polícia Militar e pelas equipes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão autorizados a derrubar qualquer drone que sobrevoe a Esplanada dos Ministérios e o entorno do TSE, em Brasília, durante o segundo turno das eleições de 2026, realizado em 25 de outubro. Segundo a CNN Brasil, a operação vai até a segunda-feira (26), quando termina o período eleitoral.


O que aconteceu em Brasília no segundo turno

A CNN Brasil informou, em 25 de outubro de 2026, que os antidrones são operados pela PM e pelas equipes que atuam no TSE. O analista de segurança pública da emissora, Elijonas Maia, afirmou que drones que cruzarem o perímetro da Esplanada ou sobrevoarem o TSE "vai ser derrubado".

Antidrone é o sistema que detecta, identifica e neutraliza aeronaves remotamente pilotadas (drones) em uma área protegida, por interferência de sinal ou outros meios. Os números divulgados até agora:

ItemInformaçãoFonte
Drones de monitoramento na Esplanada12, em uso desde sábado (24)CNN Brasil
Operadores de drones no TSE10 agentes (Polícia Federal e polícia judicial do STF)Correio Braziliense
Efetivo da operação no TSEAté 100 agentes de vários órgãosCorreio Braziliense
Fim da operaçãoSegunda-feira (26)CNN Brasil

Como é a segurança aérea do TSE

Segundo o Correio Braziliense, o TSE montou o maior esquema de segurança de sua história para o segundo turno. A segurança aérea do perímetro do prédio fica a cargo de drones, operados por uma equipe especializada de 10 agentes, entre policiais federais e policiais judiciais do Supremo Tribunal Federal (STF).

A operação reúne até 100 agentes públicos: polícia judicial do TSE, STF, Tribunal Superior do Trabalho (TST), Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e o Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal. Além dos drones, há cães farejadores e varreduras antibomba.

A Esplanada também foi interditada na manhã de sábado (24), às 10h, e não às 21h30 como previsto, por causa de uma manifestação marcada para a tarde. A avenida José Sarney, em frente ao Congresso, foi fechada ao tráfego.


Nenhuma das duas reportagens cita a base legal da autorização para derrubar drones. O que se sabe de forma geral é que o espaço aéreo brasileiro é controlado pelo DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), e que o uso de drones sobre áreas de segurança sensíveis já é restrito. O Brasil também começou a adotar antidrones em outros locais, como aeroportos, depois de episódios de voos suspensos.

Vale distinguir o que foi confirmado do que não foi: a existência dos antidrones e a autorização para derrubar aparelhos foram relatadas pela CNN Brasil; os detalhes técnicos (tipo de neutralização, alcance e fundamento jurídico) não foram divulgados.


O que muda para o piloto brasileiro

O segundo turno reforça um recado prático: a Esplanada dos Ministérios e o entorno de prédios dos Poderes são áreas onde um drone civil pode ser interceptado sem aviso. Para o piloto, isso significa:

  • Não voe sobre a Esplanada nem perto do TSE, e consulte as restrições vigentes antes de qualquer voo em Brasília. Confira a lista de zonas proibidas para voar drone.
  • Solicite autorização no SARPAS e siga as regras de ANAC e DECEA para qualquer voo em Brasília, que concentra restrições de espaço aéreo e áreas sensíveis.
  • Considere que voos perto de eventos de grande segurança podem resultar em perda do equipamento, abordagem policial e responsabilização, mesmo quando o piloto não tinha intenção de interferir.
  • Imprensa e produtoras devem planejar coberturas com antecedência e confirmar com os órgãos responsáveis, em vez de contar com a tolerância das equipes de segurança.

O uso de drones pela segurança eleitoral não é novidade: no primeiro turno, em 4 de outubro, a PM do DF, de Pernambuco e a SSP-BA usaram a tecnologia, como mostramos em drones monitoram eleições 2026 pela primeira vez no Brasil.



Fontes: CNN Brasil | Correio Braziliense