PMDF usa 15 drones no 2º turno das eleições em 25/10

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) vai empregar 15 drones com câmeras térmicas no segundo turno das eleições, no domingo (25 de outubro de 2026), para detectar crimes eleitorais como boca de urna e distribuição de "santinhos" perto dos locais de votação. O Batalhão de Aviação Operacional (Bavop) apresentou os equipamentos na quarta-feira (21), segundo o Metrópoles.
A frota inclui o Mavic 3T, o Matrice 30T e o Matrice 400 RTK, com alcance de até 10 km. A corporação informa que cada unidade custa cerca de R$ 250 mil.
Quais drones a PMDF vai usar no segundo turno?
A PMDF vai usar 15 drones de três portes, todos da linha DJI Enterprise: Mavic 3T (pequeno), Matrice 30T (intermediário) e Matrice 400 RTK (grande). Todos operam com câmeras infravermelhas e alcance de até 10 km, e cada unidade custa em torno de R$ 250 mil, segundo a própria polícia.
| Porte | Modelo | Papel citado pela PMDF |
|---|---|---|
| Pequeno | Mavic 3T | Voos rápidos e discretos sobre os locais de votação |
| Intermediário | Matrice 30T | Monitoramento com câmera térmica e zoom |
| Grande | Matrice 400 RTK | Cobertura de longo alcance, até 10 km |
O tenente Gutemberg, do Bavop, afirmou que é possível decolar do Guará 2 e enxergar com nitidez a Torre de TV, em Brasília. Quem quiser conhecer um dos modelos em detalhe pode consultar a ficha do DJI Matrice 30T.
Como os drones detectam crimes eleitorais?
Os drones usam câmeras infravermelhas que captam o calor corporal, o que ajuda a localizar suspeitos que fogem. Um laser invisível marca o ponto da ocorrência, e as coordenadas exatas seguem direto para as viaturas, que fazem a abordagem em solo.
A PMDF busca flagrar:
- boca de urna, ou seja, a tentativa de convencer eleitores perto das seções;
- distribuição de material de campanha, os chamados "santinhos";
- manifestações e outras infrações no entorno das escolas.
A major Talita explicou que os pontos de voo foram escolhidos com dados de incidentes do primeiro turno, levantados junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), e com o número de eleitores por escola. Segundo ela, "a grande vantagem do drone é justamente conseguir fazer esse monitoramento em tempo real".
O que aconteceu no primeiro turno?
No primeiro turno, em 4 de outubro, a equipe recebeu ao menos 60 denúncias, e apenas sete se confirmaram. A major ressaltou que os drones não substituem o trabalho policial: a corporação estará presente em todos os locais de votação. Nós já detalhamos a estreia dos drones nas eleições de 2026 em Pernambuco, na Bahia e no DF.
O que muda para o piloto brasileiro
O voo de órgãos de segurança pública segue regras próprias, mas o pano de fundo vale para qualquer piloto. Desde 1º de julho de 2026, a ICA 100-40 do DECEA exige autorização prévia para todas as aeronaves não tripuladas, e o pedido é feito no SARPAS. Veja o passo a passo no guia de autorização de voo pelo SARPAS.
Na prática, quem pretende filmar perto de escolas e zonas eleitorais no domingo deve esperar restrições e abordagens. Consulte as zonas proibidas para voar drone antes de decolar e evite voos de lazer nesses pontos.
FAQ
Fontes: Metrópoles | DECEA
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