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Drones no Rock in Rio 2026: 1.500 no ar, 7,6 mil agentes

5 min de leituraLucas Buzzo
Drones no Rock in Rio 2026: 1.500 no ar, 7,6 mil agentes

O Rock in Rio 2026 vai usar drones de vigilância e câmeras com reconhecimento facial pela primeira vez em seu esquema de segurança, anunciou a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro em 28 de agosto de 2026. O festival, que reúne mais de 700 mil pessoas na Cidade do Rock entre 4 e 13 de setembro, também vai ligar 1.500 drones no céu durante o encerramento — o maior show do tipo já feito no país.


O contexto: um festival maior pede um esquema de segurança maior

O Rock in Rio 2026 acontece em sete dias — 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro — na nova Cidade do Rock, em Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Com público estimado acima de 700 mil pessoas ao longo da edição, a organização e os órgãos de segurança do estado montaram o que descrevem como o maior esquema já feito para o evento.

Drones já apareceram em edições anteriores do festival, mas até agora eram usados sobretudo em transmissões e registros de imagem. A novidade de 2026 é o uso oficial de aeronaves não tripuladas como ferramenta de policiamento — monitorando o público em tempo real e alimentando sistemas de reconhecimento facial, algo que a Secretaria de Segurança Pública do Rio (SSP-RJ) nunca havia empregado nesse evento.


Segurança inédita: drones e reconhecimento facial pela primeira vez

Segundo a SSP-RJ, "pela primeira vez, a Secretaria de Estado de Segurança Pública vai empregar drones e câmeras com sistemas de reconhecimento facial" na cobertura do festival. Os equipamentos vão sobrevoar a Cidade do Rock e o entorno para vigilância aérea, enquanto câmeras terrestres com reconhecimento facial e leitura de placas de veículos reforçam o controle nos acessos.

O esquema geral mobiliza 7.680 agentes: a Polícia Militar entra com 4.500 policiais, 177 viaturas e oito torres de observação; a Polícia Civil escala cerca de 1.700 agentes, 725 deles dentro do perímetro do evento, incluindo delegacia montada no local com equipes especializadas em crimes contra mulher, criança e turista. Completam o efetivo 600 militares do Corpo de Bombeiros, 700 agentes da Operação Lei Seca e 140 do programa Segurança Presente no entorno. Um centro de comando móvel integrado vai operar na estação BRT Parque Olímpico para centralizar o monitoramento de todas as frentes, inclusive das comunidades vizinhas à Cidade do Rock.

Uma das principais novidades é a criação de um centro de controle aéreo dedicado a monitorar o espaço sobre o festival e identificar drones não autorizados na área. Segundo a Secretaria de Segurança, quem operar um drone sem autorização dentro do perímetro restrito estará sujeito a responsabilização administrativa e criminal.


Show de encerramento: 1.500 drones sincronizados no céu da Cidade do Rock

Do lado do espetáculo, o Rock in Rio confirmou uma apresentação inédita de drones no espaço aéreo da nova Cidade do Rock: 1.500 aeronaves sincronizadas vão desenhar imagens luminosas no céu, voando a cerca de 300 metros de altura e ocupando uma extensão de até 400 metros de largura — um show que a organização descreve como o primeiro do gênero em escala assim na América Latina.

O festival também confirmou que a apresentação do DJ Alok, marcada para 11 de setembro, vai integrar uma performance especial com cenografia, 45 dançarinos e drones sincronizados aos novos painéis de LED do palco — reforçando que a tecnologia deixou de ser só atração de encerramento e passou a fazer parte da linguagem visual do festival como um todo.


O que muda para o piloto brasileiro

Para quem pilota drone por hobby ou trabalho no Rio de Janeiro, o principal efeito prático é a restrição de espaço aéreo ao redor da Cidade do Rock durante os dias de evento. Com um centro de controle dedicado a identificar aeronaves não autorizadas e penalidades administrativas e criminais previstas para quem descumprir a área restrita, sobrevoar o perímetro do festival — mesmo com um drone recreativo abaixo de 250 g — é hoje um risco real de autuação, além de interferir na operação do show oficial de 1.500 drones e nas próprias equipes de segurança.

A recomendação é a mesma que vale para qualquer grande evento no Brasil: antes de decolar perto da Barra da Tijuca entre 4 e 13 de setembro, consulte a regulamentação de drones no Brasil e verifique restrições vigentes via SARPAS, o sistema do DECEA que autoriza cada voo. O piloto que ignorar uma restrição temporária de área — mecanismo cada vez mais comum em shows, estádios e grandes públicos — responde tanto na esfera da aviação civil quanto na criminal, como já reforça a tendência regulatória em curso no Congresso para o uso de drones perto de eventos e operações de segurança.



Fontes: Acessa.com | Vanity Brasil | Super Rádio Tupi