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PRF usa drones na Operação Nossa Senhora Aparecida 2026

3 min de leituraLucas Buzzo
PRF usa drones na Operação Nossa Senhora Aparecida 2026

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) usa drones e um helicóptero para monitorar o trânsito da Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em São Paulo, durante a Operação Nossa Senhora Aparecida 2026. A ação nacional começou em 9 de outubro em todas as rodovias federais e vai até terça-feira, 13 de outubro, segundo a Agência Brasil. Na Dutra, a operação paulista começou em 2 de outubro.


O que a PRF anunciou

De acordo com a Agência Brasil, em reportagem de 9 de outubro de 2026, a fiscalização foi reforçada em todo o país, com atenção especial às rodovias de São Paulo e do Pará. O motivo é o grande fluxo de fiéis rumo ao Santuário Nacional de Aparecida e ao Círio de Nazaré, em Belém.

Em São Paulo, a PRF informou que os drones servem para fiscalizar e monitorar o trânsito e os pontos de grande concentração de pedestres e veículos. Um helicóptero amplia a capacidade de monitoramento e de resposta. Pulseiras de identificação também estão sendo distribuídas a crianças, idosos e pessoas que precisam de atenção especial, para facilitar a localização em caso de desencontro.

A PRF não divulgou, até a publicação desta matéria, quantos drones foram empregados nem quais trechos específicos são cobertos.


Por que a PRF usa drones em romarias

Peregrinações a pé pelo acostamento da Dutra misturam milhares de pedestres, ciclistas e veículos pesados. Do alto, uma aeronave remotamente pilotada permite identificar aglomerações, lentidão e situações de risco sem deslocar viaturas, o que reduz o tempo de resposta. É o mesmo princípio que a corporação já aplica na fiscalização de infrações, como mostramos na cobertura sobre o uso de drones pela PRF para multar nas rodovias.

No Pará, a PRF atua de forma integrada com a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e as guardas municipais de Belém, Ananindeua e Marituba. O Círio de Nazaré reúne cerca de 2,5 milhões de pessoas, segundo a PRF, e o estado também reforçou o uso de equipamentos aéreos, como detalhamos na matéria sobre os 15 drones da Segup na segurança do Círio.


O que muda para o piloto brasileiro

Para quem voa por lazer ou trabalho, a principal consequência é prática: durante a operação, trechos da BR-116 e áreas de grande concentração de público têm presença de aeronaves oficiais e reforço policial. Drones de operadores civis não devem ser usados para acompanhar ou filmar romarias nessas áreas sem planejamento.

Pontos de atenção:

  • Autorização: voos próximos a rodovias com operação policial em andamento exigem checagem do espaço aéreo e, quando aplicável, autorização do DECEA via SARPAS.
  • Segurança de terceiros: sobrevoar multidões e vias com tráfego é proibido pelas regras de aviação não tripulada. Veja o resumo em regulamentação de drones no Brasil e confira as zonas proibidas para voar.
  • Aeronaves oficiais: com helicóptero e drones policiais no ar, um drone civil nas proximidades representa risco de colisão e deve ficar em solo.

A tendência também se repete em outras frentes. Em 2026, drones já apareceram em eleições monitoradas pela polícia e em grandes eventos, o que reforça a necessidade de o piloto civil conhecer as restrições antes de decolar.



Fontes: Agência Brasil | ND Mais | Acessa.com