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Dominion adiciona 100 drones Skydio e treina eletricistas

4 min de leituraLucas Buzzo
Dominion adiciona 100 drones Skydio e treina eletricistas

A Dominion Energy, concessionária de energia com sede em Richmond, na Virgínia (EUA), adicionou 100 drones Skydio em docks (bases autônomas) à sua frota, segundo o CEO da Skydio, Adam Bry, em 16 de outubro de 2026. A empresa diz que checar uma subestação com drone antes de enviar equipes economiza de 8 a 12 horas por ocorrência e que vai treinar eletricistas como pilotos.


O que a Dominion Energy anunciou

O anúncio foi feito por Adam Bry em uma publicação na rede X, com um vídeo do programa de drones de transmissão da Dominion, e relatado pelo DroneXL. A aeronave mostrada é o Skydio X10, que decola de docks da fabricante.

Nem a publicação nem a reportagem informam o modelo exato do dock, a distribuição das 100 unidades ou os locais de instalação. O que se sabe:

  • Em junho de 2026, o Grupo de Sistemas Não Tripulados da Dominion operava 23 unidades de drone em dock, segundo o próprio DroneXL.
  • Hoje o programa de transmissão tem dois pilotos dedicados e espera chegar a 6–8 pilotos em dois a três anos.
  • Os drones entram em estruturas de torres e subestações que antes exigiam escalada por equipes.

Como funciona o drone em dock (drone in a box)

Drone in a box é o sistema em que o drone fica guardado em uma base com carregamento, decola sozinho, cumpre a missão e retorna, sem piloto no local. A operação é acompanhada remotamente por um piloto, muitas vezes em condição de voo além da linha de visão (BVLOS, sigla em inglês para Beyond Visual Line of Sight).

Para uma concessionária, a vantagem é chegar primeiro ao local do problema. Segundo a Dominion, checar uma subestação com o drone antes de mandar a equipe poupa de 8 a 12 horas por evento. Esse número é da empresa e não foi verificado de forma independente; o DroneXL pede que a Dominion divulgue dados de interrupções para confirmá-lo.

ItemDadoFonte
Drones em dock adicionados100Adam Bry (Skydio), 16/10/2026
Unidades em junho de 202623DroneXL
Pilotos dedicados hoje2Vídeo da Dominion
Meta de pilotos6 a 8 em 2–3 anosDominion
Economia por ocorrência8 a 12 horasDominion

Eletricistas viram pilotos de drone

Matt Rogers, gerente de operação de linhas de transmissão da Dominion, afirma que o cargo de piloto é "outro caminho para eles crescerem na carreira". A empresa está movendo linemen (eletricistas de linha) e eletricistas de subestação para funções de piloto remoto.

O DroneXL observa que a mudança maior é a autonomia, e não o cargo: dois a oito pilotos não conseguem pilotar manualmente uma frota desse tamanho. A Dominion também diz que escolheu o dock da Skydio em parte por ser fabricado nos EUA.

A SWEPCO, concessionária do leste do Texas, também usa Skydio X10 em linhas de transmissão para identificar vegetação antes que cause quedas de energia, segundo a mesma reportagem. Para entender o mercado, veja a expansão da Skydio para 1.070 docks e o lançamento do DJI Dock 4, concorrente direto nesse segmento.


O que muda para o piloto brasileiro

O caso não altera regra alguma no Brasil, mas aponta o caminho do mercado de inspeção de redes elétricas: drones autônomos em base, operados por equipes da própria concessionária. Quem trabalha com inspeção com drones pode esperar demanda por pilotos com formação técnica em eletricidade, e não apenas em voo.

No plano regulatório, a regulamentação de drones no Brasil passou por mudanças em 2026. Segundo o Band Vale, o DECEA passou a aplicar em 1º de julho a ICA 100-40 (acesso de aeronaves não tripuladas ao espaço aéreo) e a ANAC publicou o RBAC nº 100, que classifica operações por risco e não mais pelo peso. Operações automatizadas como as da Dominion exigiriam, no Brasil, autorização do espaço aéreo via SARPAS e enquadramento nessas normas; verifique sempre os textos vigentes na ANAC e no DECEA.


Perguntas frequentes


Fontes: DroneXL | Band Vale